MEI ou ME: quando vale a pena deixar de ser MEI

MEI ou ME: quando vale a pena deixar de ser MEI

O MEI é a porta de entrada mais simples para a formalização no Brasil — mas chega um momento em que ele aperta. Faturamento crescendo, vontade de contratar mais gente, clientes maiores pedindo notas que o MEI não consegue emitir do jeito que precisam. Quando isso acontece, surge a pergunta: é hora de deixar de ser MEI e virar Microempresa (ME)?

Neste guia, a TEC Contabilidade explica as diferenças entre MEI e ME, os sinais de que chegou a hora de migrar e o que muda na prática quando você dá esse passo.

O que é o MEI

O MEI (Microempreendedor Individual) é uma categoria criada para formalizar pequenos negócios de forma simples e barata. Suas principais características:

  • Limite de faturamento de R$ 81 mil por ano (média de R$ 6.750 por mês)
  • Imposto fixo mensal (o DAS-MEI), de pouco mais de R$ 70 a R$ 80, independentemente do quanto fature
  • Apenas um funcionário permitido
  • Lista restrita de atividades permitidas
  • Não pode ter sócios

Para quem está começando ou tem um negócio pequeno, o MEI é imbatível em simplicidade e custo. O problema começa quando o negócio cresce.

O que é a ME (Microempresa)

A Microempresa é o passo natural depois do MEI. É um enquadramento por porte (não um regime tributário em si) para empresas que faturam até R$ 360 mil por ano. A ME:

  • Permite faturamento muito maior que o MEI
  • Pode ter sócios
  • Pode contratar vários funcionários
  • Tem acesso a praticamente todas as atividades econômicas
  • Geralmente opta pelo Simples Nacional, com alíquotas a partir de 4% a 6% conforme a atividade

Em troca dessa flexibilidade, a ME tem uma tributação proporcional ao faturamento (não mais fixa) e exige contabilidade regular.

Os sinais de que chegou a hora de deixar o MEI

Existem situações claras em que migrar deixa de ser opção e vira necessidade:

1. Você vai ultrapassar os R$ 81 mil por ano

Este é o motivo mais comum. Se o seu faturamento está chegando perto do limite, é hora de planejar a migração — porque ultrapassar o teto sem se reenquadrar gera complicações e cobranças retroativas.

2. Você precisa contratar mais de um funcionário

O MEI permite apenas um empregado. Se o negócio cresceu a ponto de precisar de uma equipe, a ME é o caminho.

3. Você quer ter um sócio

O MEI é individual por definição. Para dividir o negócio com um sócio, é necessário migrar para uma ME (ou outro tipo societário).

4. Sua atividade não é permitida no MEI

Muitas profissões — especialmente as intelectuais e regulamentadas — não podem ser MEI. Se a sua atividade saiu da lista ou nunca esteve nela, a ME resolve.

5. Seus clientes precisam de mais

Empresas maiores às vezes exigem fornecedores que não sejam MEI, ou precisam de notas e créditos tributários que o MEI não oferece. Perder bons clientes por causa do enquadramento é prejuízo.

O que muda quando você vira ME

A migração traz mais possibilidades, mas também novas responsabilidades. Veja a comparação:

AspectoMEIME
Faturamento/anoAté R$ 81 milAté R$ 360 mil
ImpostoFixo (~R$ 70-80/mês)Proporcional (a partir de 4-6%)
FuncionáriosApenas 1Vários
SóciosNão permitePermite
ContabilidadeSimplificadaRegular (exige contador)

Vou pagar muito mais imposto como ME?

Essa é a maior preocupação de quem pensa em migrar — e a resposta é: depende, mas geralmente menos do que se imagina. Sim, o imposto deixa de ser fixo e passa a ser proporcional ao faturamento. Mas há dois pontos importantes:

  • As alíquotas iniciais do Simples Nacional para ME são baixas (4% a 6% conforme a atividade)
  • Com o faturamento que justifica a migração, mesmo pagando proporcionalmente, o negócio costuma ter folga de sobra para absorver o imposto

O segredo está no enquadramento correto: escolher o anexo certo do Simples, aproveitar o Fator R quando aplicável e organizar a operação para pagar o mínimo possível. É aqui que um bom contador faz toda a diferença.

Como funciona a migração na prática

O processo de desenquadramento do MEI e abertura como ME envolve algumas etapas — desenquadramento no Portal do Simples Nacional, alteração de registros, definição do novo enquadramento tributário e início da contabilidade regular. Bem conduzido, é tranquilo e rápido.

O mais importante é fazer a migração no momento certo e com planejamento, para não pagar imposto a mais nem enfrentar pendências. Tentar fazer sozinho, sem orientação, costuma gerar erros que custam caro depois.

A TEC Contabilidade cuida da sua migração

Na TEC Contabilidade, ajudamos você a identificar o momento certo de deixar o MEI e cuidamos de toda a migração para ME — com o enquadramento tributário ideal para que você cresça pagando o mínimo de imposto possível. E, claro, assumimos a contabilidade regular daí em diante.

Fale com a gente pelo WhatsApp (31) 99119-5972 ou solicite um diagnóstico gratuito pelo nosso site. Atendemos empreendedores de todo o Brasil, com escritórios em Belo Horizonte e Brasília.

Este conteúdo tem caráter informativo e reflete as regras vigentes em 2026. Os limites e alíquotas podem ser atualizados — consulte um contador para a análise do seu caso específico.

Sobre o Autor

Alexandre Marinho administrator

Contador e administrador com especialização em Compliance contábil e fiscal - CRCMG 115494/O

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